O BC (Banco Central) anunciou nesta 6ª feira (23.ago.2019) 1 novo leilão de dólar à vista (ou seja, venda de parte da reserva internacional) e swaps cambiais reversos. Nesta 6ª, o dólar subiu 1,15% e fechou cotado a R$ 4,12, maior patamar desde setembro do ano passado.

 

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Além das operações de venda direta e swaps reversos, serão realizados também swaps tradicionais “para complemento da rolagem”. Com as operações, a posição cambial líquida –que considera o volume de reservas descontadas as operações de swap– se mantém inalterada.

Na semana passada, a autoridade monetária já havia anunciado essa mudança em sua atuação no mercado de câmbio, com venda de US$ 3,8 bilhões das reservas. Argumentou que há maior demanda por “liquidez no mercado de câmbio à vista”.

Foi a 1ª venda de dólares das reservas internacionais –que hoje somam US$ 388 bilhões– realizada desde 2009, na esteira da crise financeira internacional. O instrumento visa aumentar a oferta de dólares no mercado e, consequentemente, reduzir a pressão sobre o câmbio.

Essa mudança ocorre em meio a 1 aumento do pessimismo no mercado global, com o acirramento das disputas comerciais entre China e Estados Unidos e receio de uma nova recessão global.