Nas primeiras horas dessa manhã, a Polícia Judiciária Civil do Estado de Rondônia por meio do seu Núcleo de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior (DRACO 2), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCRO) e o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar (Cacoal e São Miguel do Guaporé), deflagrou operação policial para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Cacoal, São Miguel do Guaporé e Presidente Médici.
 
A operação visa coletar provas dos crimes de tráfico de drogas, financiamento ao tráfico, lavagem de capitais, usura e extorsão (agiotagem) e organização criminosa. A ação contou com 40 (quarenta) policiais civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães das unidades de Ouro Preto do Oeste, São Miguel do Guaporé, Alvorada do Oeste e Pimenta Bueno, além da DRACO 2 e CORE/PC, os quais cumpriram 09 (nove) Mandados de Prisão Temporária e 11 (onze) Mandados de Busca e Apreensão, todos expedidos pelo juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Cacoal. Dentre os alvos da operação constam um advogado e um policial civil, cujo nomes serão preservados, por enquanto, para não prejudicarem a investigação.
 
As investigações indicam a existência de uma organização criminosa sediada em Cacoal, voltada ao tráfico interestadual de drogas e à prática de usura e extorsão (agiotagem), com a consequente lavagem de dinheiro obtido pelos crimes. A organização conta com uma célula destinada à mercância de drogas e outra voltada ao financiamento do crime e da prática de agiotagem.
 
As investigações indicam que a quadrilha “lava o dinheiro” obtido com o tráfico e o emprega em ações de agiotagem para potencializar seus lucros, e de forma inversa, utiliza o lucro da agiotagem para refinanciar o tráfico. Os Delegados classificam esse ciclo como “lavagem em cadeia”.
 
Aproximadamente 15 quilos de substância entorpecente do tipo maconha, foi apreendida recentemente pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Militar de Cacoal, droga que seria do grupo em questão, o que permitiu uma melhor confirmação de materialidade em relação às atividades dessa ORCRIM.
 
Com a ação de hoje, os investigadores acreditam que conseguiram produzir provas contundentes da prática desses delitos e ainda resguardar a conclusão das investigações com a prisão dos envolvidos.
 
Durante a operação também foi apreendida considerável quantidade de droga do tipo maconha, havendo consequente prisão em flagrante.
 
O NOME DA OPERAÇÃO
O nome da operação fora escolhido em razão da origem da organização criminosa, pois os integrantes de maior responsabilidade no grupo seriam amigos desde a época em que cursavam Direito juntos em uma instituição de ensino da região, daí o nome da ação, que remete a atividade de ensino, ao ambiente e coleguismo universitário no qual os investigados se conheceram e se organizaram com intuito criminoso.
 
A Polícia Judiciária Civil do Estado de Rondônia disponibiliza o telefone 197 para o recebimento de denúncia.

Autor:

Assessoria

DPC RO